A indústria gráfica no Brasil completa 200 anos de história em 2008
Cronologia
Foi em 1808 que o Brasil teve sua primeira gráfica oficialmente instalada. Era a Imprensa Régia, implantada no Rio de Janeiro por D. João VI. Atualmente, o setor representa 1% do PIB brasileiro e 3,3% do PIB industrial, sendo responsável pela geração de mais de 200 mil postos de trabalho diretos e, nos últimos 15 anos, investiu perto de US$ 6 bilhões em máquinas, equipamentos e novas tecnologias.
1808
O setor gráfico chega ao Brasil. Por decreto régio, foi oficializada a implantação da tipografia no País. 1923 - Em 17 de fevereiro, um grupo de comerciantes e industriais gráficos funda a Associação dos Industriais e Comerciantes Gráficos de São Paulo.
1922
A gráfica carioca Companhia Lithographica Ferreira Pinto adquire a primeira máquina de offset do Brasil.
1924
O offset chega à São Paulo pela Graphica Editora Monteiro Lobato, que mais tarde passaria o equipamento à São Paulo Editora. No mesmo período, chegam também as máquinas da Companhia Lithografica Ypiranga e da Litografia Artística. 1926 - A Editora Pimenta de Mello & Cia. imprime Cinearte, a primeira revista brasileira em offset.
1928
O jornal O Estado de São Paulo lança, em 17 de maio, o primeiro suplemento impresso em rotogravura. Três anos mais tarde (em 1931), o jornal paulistano A Gazeta também iniciaria a impressão com o sistema.
1931
Em função das leis sociais que começavam a aparecer no Brasil, a Associação dos Industriais e Comerciantes Gráficos de São Paulo transforma-se no Sindicato dos Industriais e Comerciantes Gráficos de São Paulo. Mais tarde, os Sindicatos da Indústria de Encadernação e da Gravura incorporam-se a ele.
1939
Instituição do Imposto Sindical, também denominado Contribuição Sindical, cujo objetivo é confirmar a verdadeira adesão legal de todos os componentes da categoria econômica ou profissional e satisfazer o ônus decorrente da representação da categoria.
1940
Em abril, o presidente Getúlio Vargas edita o decreto nº 2.130, que eliminou as oficinas gráficas de todos os órgãos públicos, incorporando-as à Imprensa Nacional.
1942
Criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
1944
Depois de dois anos de fundação, em 12 de fevereiro, o Sindigraf-SP é reconhecido oficialmente por lei. Sua criação se deu para congregar associações dispersas de tipografias, encadernadores e impressores, a fim de trazer representatividade à classe dos empresários gráficos.
1945
Em outubro é instalada a Escola de Artes Gráficas Senai Felício Lanzara, com a colaboração dos Sindicatos das Indústrias Gráficas e das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado de São Paulo.
1949
O Sindigraf-SP lança o primeiro número do Boletim da Indústria Gráfica.
1950
A Companhia Litográfica Ipiranga instala um moderníssimo equipamento para imprimir no Brasil o primeiro número da revista Seleções.
1958
Juntamente com a posse da diretoria eleita, tendo Theobaldo de Nigris novamente como presidente, foi inaugurada oficialmente, em 24 de junho, a nova sede do Sindigraf-SP.
1959
É realizado o primeiro Jantar de Confraternização da Classe Industrial Gráfica, com 65 participantes, o que acabou tornando-se uma prática do Sindigraf-SP. É fundada a Associação Brasileira de Técnicos Gráficos que, mais tarde, mudaria a razão social para Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG).
1961
Editorial do Boletim da Indústria Gráfica critica o governo que, no final do ano anterior, havia importado máquinas para a fabricação de cadernos para integrar uma oficina gráfica do Ministério da Educação e Cultura. O texto critica a importação e a concorrência desleal do governo.
1962
Tem início a campanha pela ampliação da Escola de Artes Gráficas, mediante entendimentos com a diretoria do Senai.
1963
Assembléia Geral aceita a proposta do Sindigraf-SP de aumentar de três para sete os membros da direção da entidade. A proposta também é aceita pelo Ministério do Trabalho.
1965
Realização do I Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica, em Águas de Lindóia (SP), e constituição da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica).
1966
II Congresso Nacional da Indústria Gráfica, realizado na Guanabara (RJ). Além de industriais gráficos de todo o país, comparecem delegações do México, Uruguai e Argentina, totalizando 500 participantes.
1967
Realização do I Salão das Artes Gráficas, em São Paulo (SP), com a presença de vários expositores da indústria gráfica. Em outubro, é fundada a Regional Abigraf do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Criada a Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf), durante o I Congresso Latino-Americano da Indústria Gráfica, em Mar del Plata (Argentina). A entidade teria, posteriormente, três presidentes brasileiros: Theobaldo De Nigris (1969/1970), Sidney Fernandes (1985/1986) e Max Schrappe (2001/2004 ).
1968
É realizada a 1ª Assembléia da Conlatingraf, em Caracas, Venezuela. É fundada a Regional Bahia-Sergipe, com sede em Salvador. É realizado o II Salão de Artes Gráficas, Papel e Celulose. Instalada a Regional paulista da Abigraf.
1969
Construção e Instalação da Escola Técnica Nacional de Artes Gráficas, criada pelo MEC em convênio com o Senai. Inaugurada a Regional da Abigraf, em Pernambuco. Realização, em Belo Horizonte, do III Congresso Nacional da Indústria Gráfica e do II Congresso Latino-Americano da Indústria Gráfica, na Cidade do México.
1970
Instalação da Regional Abigraf no Ceará.
1972
Fundada a Regional Abigraf de Goiás.
1973
Realizado, no Rio de Janeiro, o IV Congresso Latino-Americano da Indústria Gráfica, que teve a participação de mais de 300 empresários de vários países.
1975
A Abigraf comemora dez anos de fundação. Neste ano, são lançadas a Revista Abigraf e a Fiepag (Feira Internacional de Embalagem, Papel e Artes Gráficas), fazendo a fusão dos salões de embalagem e artes gráficas realizados anteriormente.
1980
Surgem, dentro da Abigraf, os Grupos Empresariais, que fornecem informações sobre segmentos específicos do setor, além do primeiro consórcio de exportação. O setor enfrenta o problema da bi-tributação com ICM e ISS. É iniciada uma série de ações para solucionar o problema.
1982
A epopéia de mais de dez anos de luta da Abigraf contra a estatização chega ao fim, no âmbito federal: em 26 de janeiro, o presidente João Figueiredo promulga o decreto nº 86.873, proibindo a criação de unidades orgânicas de artes gráficas na administração federal direta e indireta, bem como nas fundações instituídas ou mantidas pela União.
1984
O setor gráfico entra na era da informática e continua a luta contra a estatização. Através do decreto federal nº 86.873 e de outros vigentes nos Estados do Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal, a liderança do setor gráfico tem conseguido impedir que vigorem muitos projetos de implantação de novas gráficas estatais.
1985
A Abigraf comemora seus vinte anos de fundação, enquanto a Revista Abigraf celebra sua centésima edição, trazendo um balanço histórico.
1986
Em maio, onze empresas brasileiras participam da Drupa, em Düsseldorf, na Alemanha. Cerca de 800 brasileiros visitam a feira, considerado o evento mais importante do mundo para o ramo gráfico.
1987
O empresariado gráfico privado propõe à Assembléia Nacional Constituinte a desestatização da indústria gráfica brasileira. A Abigraf promove a 1ª Feira Nacional de Produtos Escolares, a Escolar 87. Cerca de uma centena de representantes de empresas brasileiras, de diferentes segmentos gráficos, e de entidades civis e governamentais visitaram a Mostra Internacional das Indústrias Gráficas, Editoras, Indústrias de Papéis e Transformadoras de Papéis (GEC'87), em Milão, na Itália.
1989
O Rio de Janeiro sedia o IV Congresso Mundial da Indústria Gráfica, o World Print Congress (WPC), no qual 33 países estiveram presentes, caracterizando-o como o maior da história.
1990
Abigraf comemora seus 25 anos de existência. A Bahia sedia o V Congresso da Indústria Gráfica.
1991
A 12ª Fiepag, Feira Internacional de Embalagem, Papel e Artes Gráficas, em São Paulo, bate o recorde do número de expositores: 500. Mais de 200 brasileiros, entre eles os principais dirigentes da Abigraf e da ABTG e representantes da Escola Senai "Theobaldo de Nigris" participam da Print 91, em Chicago, nos Estados Unidos. Na Venezuela, acontece o XIII Congresso Latino-Americano de Artes Gráficas, além do Primeiro Concurso Latino-Americano de Produtos Gráficos “Theobaldo De Nigris”. É criado o Prêmio de Excelência Gráfica, promovido pela Abigraf e pela ABTG para estimular a qualidade no setor.
1992
O Conlatingraf comemora seus 25 anos, durante o V Encontro de Empresários Gráficos do Mercosul e do Pacto Andino, realizado em Assunção, no Paraguai.
1993
A Abigraf encomenda à ABTG o estudo e a elaboração de normas setoriais que serão emitidas no âmbito da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Junto com a ABTG, a Abigraf também faz de 1993 o Ano da Qualidade e Produtividade na Indústria Gráfica Nacional. Em Nova Delhi, na Índia, acontece o 5º Congresso Mundial da Indústria Gráfica, com participação significativa do Brasil. A Revista Abigraf recebe o Prêmio Aberje Brasil 93, na categoria de Publicação Técnica.
1995
O Prêmio de Excelência Gráfica recebe o nome de Fernando Pini.
1996
A Abigraf lança o Anuário Brasileiro da Indústria Gráfica.
1998
A Abigraf conquista a inclusão de 72 itens de bens de capital na relação dos que podem ser importados com tarifa diferenciada de 5%. Criação do Curso Superior de Tecnologia Gráfica. Inauguração do novo edifício-sede da Abigraf, na capital paulista. A Revista Abigraf recebe o prêmio Benny, durante a PIA (Printing Industries of America). A fim de fortalecer as gráficas do Interior, a Abigraf Regional de São Paulo promove o Epigraf (Encontro Paulista da Indústria Gráfica), em Ribeirão Preto.
1999
O Brasil recebe 40 prêmios no concurso de qualidade gráfica da PIA, enquanto a Abigraf marca presença em eventos como Bienal do Livro do Rio de Janeiro e Salão Internacional do Livro de São Paulo. São realizadas as assembléias do Conlatingraf, a Graphics of the Americas, em Miami, o Salão do Livro de Paris, o Comprint International, a feira Escolar, em São Paulo, o Printgraph Nordeste e a Fiepag/Converflex, dentre outros eventos do setor.
2000
A Abigraf completa 35 anos de existência. É realizada a Drupa 2000, com a presença de mais de quatro mil profissionais brasileiros. São Paulo passa a sediar uma das seis unidades mundiais da Print Media Academy, da Heidelberg, junto à Escola Senai de Artes Gráficas Theobaldo de Nigris e à Faculdade Senai de Artes Gráficas.
2001
A Abigraf Nacional assume como meta prioritária a construção de uma imagem para a entidade, com trabalhos voltados aos associados, clientes, governo e formadores de opinião. Criado o Departamento de Marketing. A Regional São Paulo dirige suas atenções para as micro e pequenas empresas, além de buscar a interiorização da entidade.
2002
O Sistema Abigraf concentra esforços na execução de seu Planejamento Estratégico. Ações de marketing até então inéditas são criadas, como peças publicitárias específicas para cada realização do Sistema, bem como a modernização de todas as logomarcas. A entidade amplia sua representatividade político-institucional e o relacionamento com autoridades governamentais. É elaborado o Guia do Papel Imune para combater o uso irregular deste insumo.
2003
Durante a realização do Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica (Congraf) são aprovados os novos estatutos do Sistema Abigraf. Representes de todas as entidade que integram o Sistema reúnem-se com o vice-presidente da República, José Alencar, a fim de pleitear soluções para os problemas do setor. A Abigraf atingiu seus objetivos no trabalho junto ao Senado visando alterar a redação do Projeto de Lei nº 161/89 que trazia para o âmbito do ISS a impressão gráfica em geral. Também obteve sucesso na campanha pela revogação da concorrência para instalar uma gráfica dentro da Câmara dos Deputados.
2004
Depois de crescer apenas 2,58% em 2003, a indústria gráfica reage e encerra 2004 com 10% de expansão, atingindo faturamento global acima de US$ 5 bilhões, contra US$ 4,5 bilhões no ano anterior. O nível de emprego no setor subiu 4,14% entre janeiro/outubro, enquanto que as exportações brasileiras de produtos gráficos em 2004 tiveram um crescimento de 2,88% em relação a 2003, alcançando US$ 193,7 milhões.
2005
Nesse ano a Abigraf Nacional comemorou seu aniversário de 40 anos. Houve um grande evento no Buffet França, em São Paulo, que contou com a presença de cerca de 450 convidados e teve como ponto alto o lançamento do livro “Abigraf 40 anos”, obra que relata a trajetória da entidade desde a sua criação. Também nesse ano, o presidente da Abigraf Nacional e do Sindigraf-SP, Mário César de Camargo, foi eleito Graphic Arts Leader of The Americas 2005 (Líder Gráfico das Américas 2005) e também recebeu o Prêmio Conlatingraf-Fiepag Personalidade da Comunicação 2005, láurea dividida com Júlio Luis Saguier, presidente do jornal argentino La Nación.
(Fonte: /www.abigraf.org.br)